Descargas Elétricas
Cerca de 95% do prédios de Belém estão com problemas nos pararaios. Isso significa dizer que moradores, funcionários e transeuntes que frequentam esses locais estão sujeitos a descargas elétricas que levam a grandes riscos de paradas cardíacas e respiratórias, que podem levar à morte ou a sequelas, como perda de memória e diminuição da capacidade de concentração.
O balanço é do professor e mestre da Faculdade de Engenharia Elétrica da Universidade Federal do Pará, Raimundo José Soares Mota. Ele afirma que quase a totalidade dos para-raios da Grande Belém possui hoje problemas de concepção, projeto e instalação.
Isso deve-se ao fato de que, a cada dois ou três anos, criam-se novas regulamentações a respeito do assunto, mas não há a manutenção adequada nos edifícios. “A ação do pararaios é muito limitada. Se o prédio for grande, por exemplo, é necessário ter atenção para que todo o imóvel fique protegido”, disse.
Há 10 anos, em Belém ainda utilizava-se um modelo de para-raios radioativo, que, se não fosse bem manuseado ou armazenado, poderia causar sérios danos à saúde dos seres humanos. Nessa época, aqueles equipamentos que necessitavam ser trocados eram armazenados no laboratório de radiação da UFPA, que chegou a ter 54 para-raios armazenados.
Porém, há alguns anos o local foi desativado e os poucos equipamentos desse modelo que ainda existem em Belém precisam ser encaminhados para São Paulo, Pernambuco e Goiás.
Recentemente, um alerta foi feito pelo especialista em descargas elétricas Luiz Pereira.
Segundo ele, o Brasil é o país com maior incidência de raios em todo o mundo e a região amazônica é a que mais atrai esse tipo de descarga elétrica – cerca de 40% a 50% de todos os raios que caem no Brasil são na região amazônica, o que significa 25 milhões de descargas atmosféricas por ano.
Um dado alarmante: de 2008 para 2009, os números de raios incidentes sobre a região aumentaram em 70%, quando a média mundial é de cerca de 10% a cada meio grau de aquecimento global. “Os motivos para isso são o clima tropical e a umidade.
Na Amazônia chove bem mais que em outras localidades e o solo é mais úmido, o que significa dizer que estão cada vez mais suscetíveis a esses problemas”.
Ele destaca que o pararaios é obrigatório em prédios, escolas, igrejas, creches a concentração de pessoas é muito grande e, caso ocorra algum tipo de sinistro, o síndico ou os responsáveis pelos locais serão responsabilizados civil e criminalmente.
“Mesmo que em uma assembleia de moradores, por exemplo, fique decidido que todos optem por não colocar o pararaios, o síndico será responsabilizado”, explica.
Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), os raios causam prejuízos de US$ 200 milhões ao Brasil e afetam as linhas de transmissão de energia, de telefonia, as indústria, causam incêndios florestais e matam pessoas e animais.
Ao atingir uma pessoa, o raio pode causar sérias queimaduras e outros danos ao coração, pulmões, sistema nervoso central e outras partes do corpo, através do aquecimento e de uma variedade de reações eletroquímicas. A chance de sobreviver é de apenas 2%.
ENTENDA OS PARA-RAIOS
Os para-raios são hastes metálicas que ficam conectadas à terra através de cabos condutores. Essas hastes colocadas nos edifícios criam um caminho para a passagem da descarga elétrica, ou seja, do raio. Por ser um objeto de metal, a sua presença aumenta a possibilidade da ocorrência dos raios.
MANUTENÇÃO
É muito importante verificar se o para-raios está montado corretamente e bem localizado, de forma que ele fique mais atrativo que os possíveis alvos que o raio pode encontrar durante uma descarga.
O para-raios foi uma invenção criada para procurar um meio de desviar os raios de qualquer possível alvo.
EVITE OS RAIOS
EM TEMPO FECHADO
- Em campos abertos (como campo de futebol ou fazendas), nunca ficar embaixo de árvores;
- Não ficar encostado ou próximo de pilares metálicos;
- Em hipótese alguma ficar dentro de piscinas, lagos ou praias. A dica é que, nos clubes, haja sirenes e placas avisando que em caso de chuva os usuários devem sair dos locais com água.
- Em residências, deve-se evitar atender ao telefone.
- Não ficar próximo de janelas e portas metálicas.
- Não tomar banho.
- Não lavar louça
EVITE OS RAIOS
MANUTENÇÃO
Dicas para saber se o para-raios do seu prédio está adequado:
1- Verificar se há um cabo ou fita de alumínio circundando todo o perímetro da cobertura e caixa d’água e se todas as antenas ou partes metálicas estão interligadas.
2 - Verificar se há um cabo de cobre descido até o chão a cada 20 metros – muitos possuem somente um cabo.
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